A despedida do “Trema”

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Recebi por email, quase morro de rir. Vale a pena dar uma lida.

Estou indo embora. Não há mais lugar para mim. Eu sou o trema. Você pode nunca ter reparado em mim, mas eu estava sempre ali, na Anhangüera, nos aqüíferos, nas lingüiças e seus trocadilhos por mais de quatrocentos e cinqüentas anos.

Mas os tempos mudaram. Inventaram uma tal de reforma ortográfica e eu simplesmente tô fora. Fui expulso pra sempre do dicionário. Seus ingratos! Isso é uma delinqüência de lingüistas grandiloqüentes!…

O resto dos pontos e o alfabeto não me deram o menor apoio… A letra U se disse aliviada porque vou finalmente sair de cima dela. Os dois pontos disse que seu sou um preguiçoso que trabalha deitado enquanto ele fica em pé.

Até o cedilha foi a favor da minha expulsão, aquele C cagão que fica se passando por S e nunca tem coragem de iniciar uma palavra. E também tem aquele obeso do O e o anoréxico do I. Desesperado, tentei chamar o ponto final pra trabalharmos juntos, fazendo um bico de reticências, mas ele negou, sempre encerrando logo todas as discussões. Será que se deixar um topete moicano posso me passar por aspas?… A verdade é que estou fora de moda. Quem está na moda são os estrangeiros, é o K e o W, “Kkk” pra cá, “www” pra lá.

Até o jogo da velha, que ninguém nunca ligou, virou celebridade nesse tal de Twitter, que aliás, deveria se chamar TÜITER. Chega de argüição, mas estejam certos, seus moderninhos: haverá conseqüências! Chega de piadinhas dizendo que estou “tremendo” de medo. Tudo bem, vou-me embora da língua portuguesa. Foi bom enquanto durou. Vou para o alemão, lá eles adoram os tremas. E um dia vocês sentirão saudades. E não vão agüentar!…

Nós nos veremos nos livros antigos. saio da língua para entrar na história.

 

Adeus,

Trema.

 

No email, dizem que o aluno foi suspenso porque falou para aprofessora de português: Professora, coma nova Lei Ortográfica, jamais TREMA em cima de LINGUIÇA.

Obrigado à Nieli Maia pelo email.

COMO PREPARAR UM SEMINÁRIO

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Fazendo uma apresentação

Aula do dia 16 de setembro de 2011.

Aula de sala para Download:

Vídeos

217 – A (NP1) – Gabarito

Cadastro de Alunos

Cadastro de Alunos

Este cadastro vai nos ajudar bastante. Com ele, poderei lançar as suas notas mais rapidamente e facilitará a nossa comunicação. Por exemplo: uma mudança de horário, uma atividade extra ou regular do próprio curso ou da disciplina. Preencha os dados abaixo e clique “SBMIT” ou “ENVIAR“. É rapído e você só precisará fazer isso uma vez. Todas as informações permanecerão em sigilo e não serão divulgadas a ninguém. Qualquer dúvida, fale comigo na sala de aula.

Elaborando Banners e Artigo Científico

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Profa. Rosi Santos Paixão*

Principal função do pôster: SINTETIZAR INFORMAÇÕES E DADOS RELEVANTES DA PESQUISA

Elementos de um pôster: INSTITUIÇÃO, AUTOR (s), ORIENTADOR, CONTEÚDO (Introdução, desenvolvimento do tema, conclusão), REFERÊNCIAS (somente as principais, ou seja, aquelas citadas no texto e em tamanho de letra menor. Seguir as normas da ABNT)

Elementos básicos: TEXTOS, DADOS (tabelas, gráficos, diagramas, estatísticas…), IMAGENS (desenhos, fotografias, ilustrações…)

Texto: Nem muito, nem pouco (somente o necessário para a compreensão do leitor)

Fonte: de preferência aquelas maiores e mais visíveis (ex: Arial)

Tamanho da fonte: Depende da quantidade de texto e o tamanho do pôster (NO MÍNIMO FONTE 20 para o texto).Sugestão: Título = Arial 60, Autores e instituição = Arial 36 (itálico), Texto = Arial 24, Bibliografia = Arial 16. Usar caixa alta, somente para os títulos dos itens (INTRODUÇÃO, METODOLOGIA, RESULTADOS E DISCUSSÃO, etc…)

Texto: separado em colunas (dependerá da quantidade de texto).Sugestão: no máximo 3 colunas, alinhadas e texto justificado.

Espaçamento entre as linhas: (Sugestão = 1,5), mas dependerá da quantidade de texto.

Cuidado com figuras de fundo: CONTRASTE (dificulta a leitura, isso é muito ruim!!!).

Sugestão: usar marca d’água ou desbotado. Conferir a resolução das figuras, fotos, etc…

Cuidado com CORES: (nem em excesso ou falta) Leitura cansativa e Preço!!!

Programas indicados para montar um pôster: (PowerPoint, CorelDraw, PhotoShop)

O QUE SE VÊ NA TELA NÃO É O QUE SE VÊ IMPRESSO: Faça sempre uma cópia impressa para conferir melhor o aspecto do pôster, antes de levar a gráfica.

ORIENTAÇÕES PARA ELABORAÇÃO DO POSTER

A Apresentação de Pôsteres se constitui em exposição de trabalhos via cartazes, com fotos, figuras, esquemas, quadros e textos concisos, referentes a alguma experiência, atividade ou pesquisa. Estes pôsteres ficam expostos ao público participante, sendo que o autor dos mesmos coloca-se à disposição para fornecer eventuais esclarecimentos que forem solicitados pelos observadores.

É importante lembrar que os pôsteres podem conter os mesmos elementos do resumo, porém sem muitas informações escritas. As letras devem ser visíveis, a linguagem clara e objetiva, e quando possível, deve ser ilustrado com tabelas, gráficos, fotos ou figuras.

Para apresentação do pôster no Seminário de Iniciação Científica da FACULDADE, sugerimos que sejam considerados os seguintes elementos para identificação do trabalho de pesquisa:

Logotipo da FACULDADE

  • Título do Trabalho: deverá ser em letras maiúsculas, centralizado e em negrito ;
  • Identificação dos Autores:
  • nome do bolsista, com a palavra “Orientando” , e-mail, centralizado e em negrito ;
  • nome do orientador, com a palavra “Orientador” e e-mail; centralizado e em negrito ;
  • Nome Programa de Pesquisa (Programa de Iniciação Científica – PIC), centralizado e em negrito ;
  • Nomes dos Cursos envolvidos, centralizado e em negrito ;
  • Nome da Universidade centralizado e em negrito;

ORIENTAÇÕES PARA ELABORAÇÃO DE RESUMOS TÉCNICOS DE TRABALHOS CIENTÍFICOS

Definição e Objetivo – Segundo a ABNT (2003), o resumo é a apresentação concisa dos pontos relevantes de um documento.

Consiste na apresentação concisa do conteúdo de um trabalho de cunho científico (livro, artigo, dissertação, tese etc.) e tem a finalidade específica de passar ao leitor uma idéia completa do teor do documento analisado, fornecendo, além dos dados bibliográficos, todas as informações necessárias para que o leitor/pesquisador possa fazer uma primeira avaliação do texto analisado e dar-se conta de suas eventuais contribuições, justificando a consulta do texto integral.

Encontramos os resumos em diversos documentos, entre eles: artigos científicos, relatórios, teses, monografias, atas de congresso, catálogos de editoras e de livrarias, entre outros. O resumo permite também ao leitor, decidir sobre a necessidade de consulta ao texto original.

Conteúdo do Resumo:

Deve começar informando qual a natureza do trabalho, indicar o objeto tratado, os objetivos visados, as referências teóricas de apoio, os procedimentos metodológicos adotados e as conclusões/resultados a que se chegou na pesquisa. Responde assim às questões: de que natureza é o trabalho analisado (pesquisa empírica, pesquisa teórica, levantamento documental, pesquisa histórica etc.)? Qual o objeto pesquisado/estudado? O que se pretendeu demonstrar ou constatar? Em que referências-teóricas se apoiou o desenvolvimento do raciocínio? Mediante quais procedimentos metodológicos e técnico-operacionais se procedeu? Quais os resultados conseguidos em termos de atingimento dos objetivos propostos?

Regras de apresentação:

O texto deve ser composto de um único parágrafo, com uma extensão entre 200 400 palavras. Limitando-se a expor objetivamente o conteúdo do texto, não deve conter opiniões ou observações avaliativas, nem conter desdobramentos explicativos.

A formatação do texto (indicação da fonte, do tipo de letra, seu tamanho, espaço interlinear, margens etc.) fica a critério dos organizadores e da dependência do tipo de publicação em que os Resumos serão divulgados.

Para publicação sugerimos que o resumo leve em conta os seguintes elementos:

  • Título do Trabalho: deverá ser em letras maiúsculas, centralizado e em negrito (deixar uma linha em branco);
  • Identificação dos Autores: nome do bolsista, centralizado, com a palavra “Orientando” e o nome do curso de graduação entre parênteses; Em uma linha abaixo, centralizado, o nome do orientador, com a palavra “Orientador” e a vinculação funcional entre parênteses;
  • Local de Execução do Projeto: Curso, Programa de Pesquisa e Universidade, separados por vírgula.

Na confecção do resumo deverão constar as seguintes palavras dentro do texto: Introdução, Objetivos, Metodologia, Conclusão. O mesmo deve conter entre 200 a 400 palavras na forma de texto corrido, sem entrada de parágrafo ou linhas em branco, a fonte (letra) utilizada deverá ser Times New Roman, tamanho 12, espaçamento simples. As margens devem ser: superior 4,0 cm, inferior 6,5 cm, direita 3,0 cm e esquerda 2,0 cm.

*Fisioterapeuta, Mestra em Fisiologia. Docente dos cursos de Saúde.

Como Aproveitar Melhor a sua Aula

Aproveitar a aula

Há pessoas que tem muita dificuldade em permanecer concentradas durante uma aula. “O corpo está aqui, mas eu estou no Siará Hall, no forró de não sei quem, só não estou ali na sala onde deveria estar”. Isso acontece com frequencia.

Aqui vão algumas dicas para que você tire melhor proveito na hora da aula e no seu estudo:

1.       Procure ser pontual e não faltar às aulas

2.       Sente-se em um local onde você possa ver e ouvir bem a aula.

3.       Se possível, faça um lanche antes de entrar na sala. Uma barrinha de cereais pode ser uma boa pedida.

4.       Evite mascar chiclete ou comer pipoca – ou qualquer outra coisa – durante a explanação do professor.

5.       A menos que o professor ou o palestrante solicite, NUNCA tente acompanhar pelo livro. Você acabará não entendendo nada. Utilize o livro em outras ocasiões. Também deixe o seu laptop desligado.

6.       Caso haja multimedia (datashow), informe-se antes se o professor disponibilizará o material. Caso sim, volte a atenção para os slides, copie somente aquilo que você achar mais relevante. Por exemplo, algo que o professor comentar que você ver que não está escrito.  Caso o material não seja disponibilizado, peça ao professor, se precisar, um tempinho para fazer suas anotações.

7.       Ao anotar, utilize um borrão ou folha avulsa. Escreva do jeito que puder… Não se preocupe com a forma (caligrafia). Esteja certo de passar a limpo depois. Você poderá estudar enquanto faz isso. Será muito mais fácil. Caso tenha dúvida, ANOTE e PERGUNTE na primeira oportunidade (aula seguinte?) ao professor.

8.       Mesmo durante a aula, não interrompa o palestrante. Isso atrapalha a ele e aos outros ouvintes. Anote sua pergunta e faça no momento em que for aberto espaço para este fim. Caso não tenha este momento, crie: levante a mão, e peça ao professor para explicar aquilo que não ficou claro pra você.

9.       Não se deixe intimidar por causa da sua pergunta. A sua dúvida pode ser a duvida de outras pessoas. O professor está em sala para ajudar você. Nenhuma pergunta é, portanto, ruim. Certifique-se que você entendeu. Faça perguntas sobre o assunto abordado. Não desvie a sua atenção nem a dos demais.

10.   Ao fazer sua pergunta, procure ser direto, evitando: “professor, eu não entendi…”. O que, especificamente, você não entendeu? Deixe que o professor entenda o que você quer perguntar.

11.   Se for possível, leia o assunto abordado antes e depois da aula. Antes: faça uma leitura rápida sem querer reter tudo. Esta primeira leitura é para você estar situado no assunto e, ao chegar a hora da aula, poder entender melhor. É muito bom que você tenha dúvidas. Anote cada uma delas. Certifique-se que, ao final da aula, você conseguiu as respostas para cada uma das suas dúvidas.

12.   A leitura após a aula deverá ser realizada duas vezes. Uma vez para fazer um “link” entre o que foi falado em sala (esta será também uma leitura corrida, mais rápida) e uma segunda. Nesta, você vai parar sempre que achar necessário, reler alguns trechos, fazer um resumo (acredite, é muito útil!) e dar uma arrumada no seu caderno.

13.   Avalie-se: faça perguntas a você mesmo e veja se consegue responder. Fale em voz alta, escreva… Se não estiver tendo êxito, releia a parte que você não reteve.

14.   No final de semana, reveja a matéria. Estudos mostram que aprendemos melhor se relermos a matéria em intervalos regulares.

15.   Quando for estudar determine um tempo. Seja fiel a este tempo. Evite atender telefone, ficar vendo televisão ou fazer qualquer coisa que desvie a sua atenção.

16.   Como ninguém ri de barriga vazia (pode rir aqui, se quiser), faça um lanche básico: um suco, uma fruta ou até mesmo um sanduíche… Mas não vá comer demais. Você poderá sentir sono e seu precioso tempo de estudo ficará comprometido.

17.   Cuidado com a bola de neve: não deixe acumular matéria por nada!!! Cada dia que você perde, juntará mais coisa para ler e aprender. Não será tão fácil, não é mesmo? Portanto, leia e estude todos os dias religiosamente. Não sabote o seu plano de estudo.

18.   CINEMA, PRAIA, TELEVISÃO e BEIJO. Reserve tempo para o lazer. Vá à praia, ao cinema, dê uma olhadinha no programa de televisão que você mais gosta, faça exercícios físicos e namore. Tudo isso faz bem para tudo! Dê um descanso a você. Cuidado para não ficar tão esgotado.

19.   Se você um dia pensou: “Eu trabalho muito, não tenho tempo pra estudar”, sugiro que reveja seu pensamento. Sabia que os grandes profissionais estudam todos os dias a vida toda? Você não é diferente deles, é?

20.   Confie no seu taco. Se você acha que determinada matéria é difícil, tipo “algo de outro mundo”,  levante-se, enfrente o livro e diga pra você mesmo: eu quero e vou aprender isso. Veja como as coisas são: se outros aprenderam, por que você não vai aprender? Portanto, pare de ter medo dos livros.

Bem, aqui são algumas dicas que funcionam comigo. Experimente fazer.

Espero ter ajudado.

Prof. Musse Jereissati.
Médico.

Revisão:
Profa. Ivanete Gomes
Profa. Soraia Guerreiro

Só Observando

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O pastor de uma igreja decidiu observar as pessoas que entravam para orar. A porta se abriu e um homem de camisa esfarrapada adentrou pelo corredor central. O homem se ajoelhou, inclinou a cabeça, levantou-se e foi embora. Nos dias seguintes, sempre ao meio-dia, a mesma cena se repetia. Cada vez que se ajoelhava por alguns instantes, deixava de lado uma marmita. A curiosidade do pastor crescia e também o receio de que fosse um assaltante, então decidiu aproximar-se e perguntar o que fazia ali. O velho homem disse que trabalhava numa fábrica, num outro bairro da cidade e que se chamava Jim. Disse que o almoço havia sido há meia hora atrás e que reservava o tempo restante para orar, que ficava apenas alguns momentos porque a fábrica era longe dali. E disse a oração que fazia: ‘Vim aqui novamente, Senhor, só pra lhe dizer quão feliz eu tenho sido desde que nos tornamos amigos e que o Senhor me livrou dos meus pecados. Não sei bem como devo orar, mas eu penso em você todos os dias. Assim, Jesus, hoje estou aqui, só observando.’

O pastor, um tanto aturdido, disse que ele seria sempre bem-vindo e que viesse à igreja sempre que desejasse. ‘É hora de ir’ – disse Jim sorrindo. Agradeceu e dirigiu-se apressadamente para a porta. O pastor ajoelhou-se diante do altar, de um modo como nunca havia feito antes. Teve então, um lindo encontro com Jesus. Enquanto lágrimas escorriam por seu rosto, ele repetiu a oração do velho homem… ‘Vim aqui novamente, Senhor, só pra lhe dizer quão feliz eu tenho sido desde que nos tornamos amigos e que o Senhor me livrou dos meus pecados. Não sei bem como devo orar mas penso em você todos os dias. Assim, Jesus, hoje estou aqui, só observando.’

Certo dia, o pastor notou que Jim não havia aparecido. Percebendo que sua ausência se estendeu pelos dias seguintes, começou a ficar preocupado. Foi à fábrica perguntar por ele e descobriu que estava enfermo. Durante a semana em que Jim esteve no hospital, a rotina da enfermaria mudou. Sua alegria era contagiante. A chefe das enfermeiras, contudo, não pôde entender porque um homem tão simpático como Jim não recebia flores, telefonemas, cartões de amigos, parentes… Nada! Ao encontrá-lo, o pastor colocou-se ao lado de sua cama. Foi quando Jim ouviu o comentário da enfermeira:
- Nenhum amigo veio pra mostrar que se importa com ele. Ele não deve ter ninguém com quem contar!!

Parecendo surpreso, o velho virou-se para o pastor e disse com um largo sorriso:

- A enfermeira está enganada, ela não sabe, mas desde que estou aqui, sempre ao meio-dia ELE VEM! Um querido amigo meu, que se senta bem junto a mim, Ele segura minha mão, inclina-se em minha direção e diz: ‘Eu vim só pra lhe dizer quão feliz eu sou desde que nos tornamos amigos. Gosto de ouvir sua oração e penso em você todos os dias. Agora sou eu quem o está observando… e cuidando! ‘

Jesus disse: ‘Se vós tendes vergonha de mim, também me envergonharei de vós diante do meu Pai.’ Jesus é sempre o melhor amigo.

SORRIA, VOCÊ ESTÁ SENDO OBSERVADO!

TENHA UM LINDO DIA!

Enviado por João Paulo Bonfim em 10/12/2010

Dá-nos a Paz

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Recebi por email e quero compartilhar com vocês. A paz é possível. Temos que lutar por ela. Aqui, vai a oração em uma linha só em várias línguas.

Dê-nos Paz Português

Donna nobis pacem Latim

Donne nous la paix Francês

Dános la Paz Espanhol

Daj nan pokoj Polonês

Utepe sisi amani Suaíle

Gi oss fred Norueguês

Gib uns den Frieden Alemão

Grant us Peace Inglês

Tabhair dúinn síochán Irlandês

“Feliz aquele que transmite o que sabe e aprende o que ensina”

Cora Coralina

O poder ultrajovem

O PODER ULTRAJOVEM

— QUERO LASANHA.

Aquele anteprojeto de mulher — quatro anos, no máximo, desabrochando na ultraminissaia — entrou decidido no restaurante. Não precisava de menu, não precisava de mesa, não precisava de nada. Sabia perfeitamente o que queria. Queria lasanha.

O pai, que mal acabara de estacionar o carro em uma vaga de milagre, apareceu para dirigir a operação-jantar, que é, ou era, da competência dos senhores pais.

— Meu bem, venha cá.

— Quero lasanha.

— Escute aqui, querida. Primeiro, escolhe-se a mesa.

— Não, já escolhi. Lasanha.

Que parada — lia-se na cara do pai. Relutante, a garotinha condescendeu em sentar-se primeiro, e depois encomendar o prato:

— Vou querer lasanha.

— Filhinha, por que não pedimos camarão? Você gosta

tanto de camarão.

— Gosto, mas quero lasanha.

— Eu sei, eu sei que você adora camarão. A gente pede

uma fritada bem bacana de camarão. Tá?

— Quero lasanha, papai. Não quero camarão.

— Vamos fazer uma coisa. Depois do camarão a gente

traça uma lasanha. Que tal?

— Você come camarão e eu como lasanha.

O garçom aproximou-se, e ela foi logo instruindo:

— Quero uma lasanha.

O pai corrigiu:

— Traga uma fritada de camarão pra dois. Caprichada.

A coisinha amuou. Então não podia querer? Queriam querer em nome dela? Por que é proibido comer lasanha? Essas interrogações também se liam no seu rosto, pois os lábios mantinham reserva. Quando o garçom voltou com os pratos e o serviço, ela atacou:

— Moço, tem lasanha?

— Perfeitamente, senhorita.

O pai, no contra-ataque:

— O senhor providenciou a fritada?

— Já, sim, doutor.

— De camarões bem grandes?

— Daqueles legais, doutor.

— Bem, então me vê um chinite, e pra ela…     O que você quer, meu anjo?

— Uma lasanha.

— Traz um suco de laranja pra ela.

Com o chopinho e o suco de laranja, veio a famosa fritada de camarão, que, para surpresa do restaurante inteiro, interessado no desenrolar dos acontecimentos, não foi recusada pela senho¬rita. Ao contrário, papou-a, e bem. A silenciosa manducação atestava, ainda uma vez, no mundo, a vitória do mais forte.

— Estava uma coisa, hem? — comentou o pai, com um

sorriso bem alimentado — Sábado que vem, a gente repete. .. Combinado?

— Agora a lasanha, não é, papai?

— Eu estou satisfeito. Uns camarões tão geniais! Mas você vai comer mesmo?

— Eu e você, tá?

— Meu amor, eu…

— Tem de me acompanhar, ouviu? Pede a lasanha.

O pai baixou a cabeça, chamou o garçom, pediu. Aí, um casal, na mesa vizinha, bateu palmas. O resto da sala acompanhou. O pai não sabia onde se meter. A garotinha, impassível. Se, na conjuntura, o poder jovem cambaleia, vem ai, com força total, o poder ultrajovem.

Carlos Drummond de Andrade